PASSO A PASSO, DE SOL A SOL Segue teu caminho, confie em Deus e não julgue os outros, pois pode ser que, mesmo estando errados, Deus lhes dê nova oportunidade de se arrependerem e voltarem do mau caminho. E você deverá se alegrar com isso!
Os sensíveis sofrem mais, mas amam mais e sonham mais.
segunda-feira, 29 de abril de 2013
visitante ou morador?
Convidei Deus pra viver em minha vida;
Ele me disse: "Tudo bem, vou sim, só tem uma coisa."
Pensei rapidamente sobre qual condição seria e Ele continuou:
"Eu só sei ser Deus e terei que ser Deus também em sua vida.."
Embora num primeiro momento tenha me parecido óbvio,
fui-me descobrindo aos poucos o meu lado "turrão"
e a minha resistência, insistindo
em tratar Deus apenas como visitante...
segunda-feira, 22 de abril de 2013
Hoje não acordei
Hoje não acordei.
Levantei, cambaleei até o banheiro, lavei o rosto e me dei conta, que sequer havia acendido a luz.
Molhei o cabelo para que assentasse bem e rápido, já pensando no que ia vestir, mas como não havia acordado, vesti a primeira roupa que encontrei ao abrir o armário.
Um comprimido de vitamina, um pedaço de bolo e uma maçã, já era a quinta maçã na semana e havia prometido para mim mesmo trocar por uma banana, mas como não acordei aquele dia, segui meu caminho, sonolento, com a fruta na mão.
No trabalho, lembro de ter cumprimentado alguns, outros apenas respondi acenando com a mão,
ouvi algumas notícias, algumas piadas mas não havia café que me acordasse.
No trabalho, lembro de ter cumprimentado alguns, outros apenas respondi acenando com a mão,
ouvi algumas notícias, algumas piadas mas não havia café que me acordasse.
Cumpri as tarefas com uma reclamação aqui, outra ali, entre um telefonema e outro e eventualmente respostas trocadas.
Voltei para casa pensando em passar na farmácia mas, quando me dei conta havia errado o caminho.Fiz o retorno e descobri que tinha esquecido a carteira no trabalho. Enfim, cheguei em casa, ansioso.
Alguma conversa sem nexo, chequei alguns itens do lar, tudo em ordem, fui deitar.
Então, acordei!
domingo, 21 de abril de 2013
Fuga
Me parece sempre que fujo de alguma coisa...
Do medo, da incerteza, da mudanca...
Fujo do destino, do futuro,
de um passado tentando nao lembrar...
Fujo do transito... fujo do aperto,
Estou em casa, mas, as vezes parece que nao estou...
Fujo da discussao, da palavra aspera, do confronto...
Quando estou so, fujo da realidade,
Quando estou com alguem, fujo do olhar...
Fujo ao ter que me enfrentar
Fujo de mim, tentando me encontrar,
e me agarro em desculpas
que tratam meu caso por perdido e encerrado
quando na verdade, como nuvens
Flutuam as perguntas no ar...
Entao fujo correndo delas
Como que quisesse fugir de nuvens no ceu
Corro, dobro esquinas, e la elas estao, sempre...
Em movimento, crescem, se fundem
E eu, em passos desencontrados,
caminho disfarcando minha fuga...
Do medo, da incerteza, da mudanca...
Fujo do destino, do futuro,
de um passado tentando nao lembrar...
Fujo do transito... fujo do aperto,
Estou em casa, mas, as vezes parece que nao estou...
Fujo da discussao, da palavra aspera, do confronto...
Quando estou so, fujo da realidade,
Quando estou com alguem, fujo do olhar...
Fujo ao ter que me enfrentar
Fujo de mim, tentando me encontrar,
e me agarro em desculpas
que tratam meu caso por perdido e encerrado
quando na verdade, como nuvens
Flutuam as perguntas no ar...
Entao fujo correndo delas
Como que quisesse fugir de nuvens no ceu
Corro, dobro esquinas, e la elas estao, sempre...
Em movimento, crescem, se fundem
E eu, em passos desencontrados,
caminho disfarcando minha fuga...
quarta-feira, 17 de abril de 2013
transição
E eis que o corriqueiro, o habitual me foi tirado por um instante.
Ainda corro para qualquer lado tentando recuperar mas em vão.
Vivo uma contínua transição, vago mas não à toa.
Esconde o sonho aquele que diz que não sonha,
Mente pra si o que diz que luta o suficiente.
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
Entre, a casa é sua
Entrei num lugar onde me disseram pra me sentir em casa
Não sei o que procurava, mas tinha uma necessidade enorme de encontrar algo ou alguém.
Logo de cara, comecei a vasculhar a sala
procurando pistas, dicas, removi móveis do lugar
Levantei o tapete, desmontei o armário, o lustre
Bati no teto tentando ecoar algo oco
Quebrei a parede tijolo por tijolo
Tirei o piso, taco por taco
Desmontei a TV, o equipamento de som
Rasguei cada almofada do sofá
Concluí que procurava no lugar errado
Mudei de cômodo e reiniciei toda minha bagunça
E um armário veio literalmente abaixo sobre minha cabeça
Desconfiado de que a casa era a errada
Fui à vizinha e incansavelmente revirei absolutamente tudo
Cavoquei o jardim, tirei o telhado, telha por telha, calha após calha,
quebrei o anão, o cogumelo e a branca de neve
olhei os encanamentos e soprei em cada um deles
Na esperança de encontrar alguma pista
Foi quando vi um livro fechado
Comecei a destacar folha por folha
rasgando uma por uma
a primeira em branco
a segunda em branco
a terceira em branco
todas em branco
Quanto mais eu destacava as páginas
mais folhas o livro tinha
todas em branco...
Esgotado atirei o livro o mais longe que pude
E como um bumerangue
Ele acertou em cheio meu peito
Caí sentado e vi a casa toda arrumada
o jardim arrumado tudo estava intacto no seu lugar
No chão à minha frente, o livro aberto na página 1 e uma caneta
pronta para ser usada...
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
O chope e a rede
Irineu pacífico, depois de longo isolamento resolveu
aceitar o convite e saiu com os amigos.
Foram a um bar, comer, beber e jogar prosa fora.
Ao menos pensou assim.
Tardou, e em uma grande mesa todos estavam lá
inclusive ele, único pontual.
Enquanto pensava na entrada, olhando o menu,
tentando não se assustar com os preços,
foi surpreendido com algumas fotografias
que os amigos tiravam com o celular.
Ninguém falava, apenas aparelhos nas mãos, olhos fixos na tela,
e um movimento frenético dos dedos, clicando ou teclando algo.
Chamou o garçom, pediu algo para beber,
consultou sobre algumas porções.
Silêncio na mesa, todos concentrados num minúsculo aparelho celular.
Bendita tecnologia que, em segundos,
todos já estavam todos visíveis e localizados
através de um check-in da turma! "Check-in?!" pensou!
Isso no meu tempo era feito em aeroporto e ali nem voar iríam!
E as fotos postadas eram seguidas por comentários escritos
dos próprios participantes da mesa..
"Voce viu o comentário que fiz?"
Era o máximo que se ouvia ali.
Não era mais fácil comentar de viva voz, entre uma batata e um chope?
Tin-tin, Mark!!
aceitar o convite e saiu com os amigos.
Foram a um bar, comer, beber e jogar prosa fora.
Ao menos pensou assim.
Tardou, e em uma grande mesa todos estavam lá
inclusive ele, único pontual.
Enquanto pensava na entrada, olhando o menu,
tentando não se assustar com os preços,
foi surpreendido com algumas fotografias
que os amigos tiravam com o celular.
Ninguém falava, apenas aparelhos nas mãos, olhos fixos na tela,
e um movimento frenético dos dedos, clicando ou teclando algo.
Chamou o garçom, pediu algo para beber,
consultou sobre algumas porções.
Silêncio na mesa, todos concentrados num minúsculo aparelho celular.
Bendita tecnologia que, em segundos,
todos já estavam todos visíveis e localizados
através de um check-in da turma! "Check-in?!" pensou!
Isso no meu tempo era feito em aeroporto e ali nem voar iríam!
E as fotos postadas eram seguidas por comentários escritos
dos próprios participantes da mesa..
"Voce viu o comentário que fiz?"
Era o máximo que se ouvia ali.
Não era mais fácil comentar de viva voz, entre uma batata e um chope?
Tin-tin, Mark!!
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013
Rilke 9
Avalie se as grandes tristezas, não atravessaram o seu íntimo;
se, em algum lugar, algum ponto do seu ser
não se modificou enquanto estava triste.
Só são ruins e perigosas as tristezas que carregamos
em meio às pessoas para dominá-las;
como doenças que são tratadas de modo superficial e leviano,
elas apenas recuam e, após uma pequena pausa,
irrompem ainda mais terríveis.
Essas tristezas se acumulam no íntimo
e constituem uma vida não vivida,
desdenhada, perdida, de que se pode morrer.
As tristezas são os instantes
em que algo de novo penetrou em nós,
algo desconhecido...
nossos sentimentos se calam em um acanhamento tímido;
tudo em nós recua e surge uma quietude
e o novo é encontrado bem ali no meio em silêncio.
As tristezas são momentos de tensão
que sentimos como uma paralisia
porque não ouvimos ecoar a vida
e os sentimentos se tornaram estranhos para nós;
isso porque estamos sozinhos com o estranho
que entrou em nossa casa,
tudo o que era confiável e habitual
nos foi retirado por um instante
porque estamos no meio de uma transição
em um ponto no qual não podemos permanecer.
Por isso também a tristeza passa,
o novo em nós, o acréscimo entrou em nosso coração e está no sangue.
Não percebemos o que houve mas nos transformamos
como quando chega um hóspede em nossa casa.
O futuro entra em nós para se transformar
muito antes de acontecer.
Por isso é importante estar sozinho e atento quando se está triste
porque o instante aparentemente parado
sem nenhum acontecimento
é o futuro que entra em nós sem percebermos;
quanto mais tranquilos, pacientes
e receptivos formos quando estamos tristes,
mais profundo e firme o modo como o novo entra em nós,
tanto mais fazemos por merecê-lo
tanto mais se torna nosso destino.
Rilke
se, em algum lugar, algum ponto do seu ser
não se modificou enquanto estava triste.
Só são ruins e perigosas as tristezas que carregamos
em meio às pessoas para dominá-las;
como doenças que são tratadas de modo superficial e leviano,
elas apenas recuam e, após uma pequena pausa,
irrompem ainda mais terríveis.
Essas tristezas se acumulam no íntimo
e constituem uma vida não vivida,
desdenhada, perdida, de que se pode morrer.
As tristezas são os instantes
em que algo de novo penetrou em nós,
algo desconhecido...
nossos sentimentos se calam em um acanhamento tímido;
tudo em nós recua e surge uma quietude
e o novo é encontrado bem ali no meio em silêncio.
As tristezas são momentos de tensão
que sentimos como uma paralisia
porque não ouvimos ecoar a vida
e os sentimentos se tornaram estranhos para nós;
isso porque estamos sozinhos com o estranho
que entrou em nossa casa,
tudo o que era confiável e habitual
nos foi retirado por um instante
porque estamos no meio de uma transição
em um ponto no qual não podemos permanecer.
Por isso também a tristeza passa,
o novo em nós, o acréscimo entrou em nosso coração e está no sangue.
Não percebemos o que houve mas nos transformamos
como quando chega um hóspede em nossa casa.
O futuro entra em nós para se transformar
muito antes de acontecer.
Por isso é importante estar sozinho e atento quando se está triste
porque o instante aparentemente parado
sem nenhum acontecimento
é o futuro que entra em nós sem percebermos;
quanto mais tranquilos, pacientes
e receptivos formos quando estamos tristes,
mais profundo e firme o modo como o novo entra em nós,
tanto mais fazemos por merecê-lo
tanto mais se torna nosso destino.
Rilke
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013
Rilke 8
Penso que há uma identificação entre mim e o texto a seguir:
"Se se ativer à natureza, ao que há de mais simples nela,
às pequenas coisas que quase não vemos e que,
de maneira imprevista, podem se tornar grandes e incomensuráveis;
se tiver esse amor pelo ínfimo e procurar com toda simplicidade
conquistar como um servidor a confiança do que parece pobre
então tudo se tornará mais fácil, pleno e de algum modo reconciliador,
talvez não no campo do entendimento, que fica para trás, espantado,
mas em sua consciência mais íntima, no campo da vigília e do saber.
Tens diante de si todo o começo,
tenha paciência em relação a tudo que não está resolvido em seu coração.
Tenha amor pelas próprias perguntas,
como quartos fechados, como livro em língua estrangeira.
Não investigue agora as respostas que não lhe podem ser dadas,
porque não poderia vivê-las.
Viva as perguntas e, talvez, sem perceber, passe gradativamente, em um belo dia, a viver as respostas...
"Se se ativer à natureza, ao que há de mais simples nela,
às pequenas coisas que quase não vemos e que,
de maneira imprevista, podem se tornar grandes e incomensuráveis;
se tiver esse amor pelo ínfimo e procurar com toda simplicidade
conquistar como um servidor a confiança do que parece pobre
então tudo se tornará mais fácil, pleno e de algum modo reconciliador,
talvez não no campo do entendimento, que fica para trás, espantado,
mas em sua consciência mais íntima, no campo da vigília e do saber.
Tens diante de si todo o começo,
tenha paciência em relação a tudo que não está resolvido em seu coração.
Tenha amor pelas próprias perguntas,
como quartos fechados, como livro em língua estrangeira.
Não investigue agora as respostas que não lhe podem ser dadas,
porque não poderia vivê-las.
Viva as perguntas e, talvez, sem perceber, passe gradativamente, em um belo dia, a viver as respostas...
Rilke 7
Permita a suas avaliações
seguir o desenvolvimento próprio,
tranquilo e sem perturbação,
algo que precisa vir de dentro
e não pode ser forçado nem apressado por nada.
Tudo está em deixar amadurecer e então dar à luz...
...está em um ponto inalcançável para o próprio entendimento,
em esperar com profunda humildade e paciência
a hora do nascimento de uma nova clareza...
...em amadurecer como uma árvore
que não apressa sua seiva
e permanece confiante durante as tempestades...
seguir o desenvolvimento próprio,
tranquilo e sem perturbação,
algo que precisa vir de dentro
e não pode ser forçado nem apressado por nada.
Tudo está em deixar amadurecer e então dar à luz...
...está em um ponto inalcançável para o próprio entendimento,
em esperar com profunda humildade e paciência
a hora do nascimento de uma nova clareza...
...em amadurecer como uma árvore
que não apressa sua seiva
e permanece confiante durante as tempestades...
Rilke 6
O destino é como um tecido maravilhoso,
amplo, no qual cada fio é conduzido por dedos
de uma delicadeza infinita,
posto ao lado de outro fio,
ligado à centenas de outros que o sustenta.
amplo, no qual cada fio é conduzido por dedos
de uma delicadeza infinita,
posto ao lado de outro fio,
ligado à centenas de outros que o sustenta.
Rilke 5
As coisas em geral não são tão fáceis de aprender,
de dizer como normalmente nos querem levar a acreditar;
A maioria dos acontecimentos é indizível,
realiza-se em um espaço
que nunca uma palavra penetrou.
de dizer como normalmente nos querem levar a acreditar;
A maioria dos acontecimentos é indizível,
realiza-se em um espaço
que nunca uma palavra penetrou.
domingo, 3 de fevereiro de 2013
Rilke 4
Não há nada pior para o seu desenvolvimento
do que olhar para fora e esperar
que venha de fora uma resposta
para questões que apenas
seu sentimento íntimo
talvez possa responder
em alguma hora tranquila.
do que olhar para fora e esperar
que venha de fora uma resposta
para questões que apenas
seu sentimento íntimo
talvez possa responder
em alguma hora tranquila.
Rilke 3
Uma obra de arte é boa
quando surge de uma necessidade...
Talvez ela revele que o senhor
é chamado a ser um artista.
Aceite sua sorte e a suporte,
com seu peso e sua grandeza,
sem perguntar pela recompensa
que poderia vir de fora.
quando surge de uma necessidade...
Talvez ela revele que o senhor
é chamado a ser um artista.
Aceite sua sorte e a suporte,
com seu peso e sua grandeza,
sem perguntar pela recompensa
que poderia vir de fora.
Rilke 2
Caso o seu cotidiano lhe pareça pobre,
não reclame dele, reclame de si mesmo,
diga para si mesmo que não é poeta o bastante
para evocar suas riquezas;
Pois para o criador não há nenhuma pobreza
e nenhum ambiente pobre, insignificante.
Mesmo em uma prisão,
cujos muros não permitissem
que nenhum ruído do mundo
chegasse a seus ouvidos,
o senhor não teria a sua infância,
essa riqueza preciosa, régia,
esse tesouro das recordações?
não reclame dele, reclame de si mesmo,
diga para si mesmo que não é poeta o bastante
para evocar suas riquezas;
Pois para o criador não há nenhuma pobreza
e nenhum ambiente pobre, insignificante.
Mesmo em uma prisão,
cujos muros não permitissem
que nenhum ruído do mundo
chegasse a seus ouvidos,
o senhor não teria a sua infância,
essa riqueza preciosa, régia,
esse tesouro das recordações?
Rilke I
Ninguém pode aconselhá-lo e ajudá-lo, ninguém.
Há apenas um meio. Volte-se para si mesmo.
Investigue o motivo que o impele a escrever;
Comprove se ele estende as raízes
Até o ponto mais profundo do seu coração,
Confesse a si mesmo se o senhor morreria
Caso fosse proibido de escrever.
Há apenas um meio. Volte-se para si mesmo.
Investigue o motivo que o impele a escrever;
Comprove se ele estende as raízes
Até o ponto mais profundo do seu coração,
Confesse a si mesmo se o senhor morreria
Caso fosse proibido de escrever.
terça-feira, 29 de janeiro de 2013
palavras, onde vocês estão?
Estranho, onde estão as palavras
que tanto me incomodaram a vida inteira?
Que me tiraram o sono e só me deixaram em paz
quando as coloquei em uma linha?
A minha inspiração sempre veio de alguma dor
Mas essa dor não me inspira a nada...
Em mim, apenas um vazio
em que caberiam tantas coisas...
sábado, 26 de janeiro de 2013
vire o mundo
Miriam, hora de voltar
No mundo da poesia
não há tempo
nem entrada ou saída
Há apenas um mundo
Uma órbita, um sol...
Vire meia volta este globo
e estamos novamente
no mundo imperativo
das palavras ordenadas...
A poesia ficou do outro lado
pra outro dia...
poesias são borboletas
Miriam, amiga de longa data,
me chamou para um passeio
pelo mundo da poesia.
Aceitei mas com uma condição:
Silêncio eu, silêncio ela.
Pelas janelas vi palavras soltas,
pareciam dizer mais do que juntas...
Pesadas, leves, flutuavam
Conforme o pensamento.
Um mundo à parte, um mundo solto
Acorrentado pela liberdade da imaginação.
Não tem partida, nem chegada...
Melhor caminhar em silêncio Miriam Park.
Nesse mundo as palavras voam
Como as borboletas,
Quando vc as prende, perdem a razão de ser.
A Coruja e o Esquilo
Miriam, preste atenção naquela coruja
conversando com o esquilo...
Consegue ouvir? Desprende-te, presta atenção:
Coruja: "Na poesia vejo a insuficiência da razão,
e a coerência do contraditório."
Esquilo: "A poesia é ridícula!"
Coruja: "O ridículo é sábio..."
Esquilo: "A sabedoria é louca!"
Coruja: "O louco descreve a vida em versos..."
segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
a thousand years
http://youtu.be/rtOvBOTyX00
Heart beats fast
Colors and promises
How to be brave
How can I love when I'm afraid to fall
But watching you stand alone
All of my doubt suddenly goes away somehow
One step closer
I have died every day waiting for you
Darling don't be afraid
I have loved you for a thousand years
I'll love you for a thousand more
Time stands still
Beauty in all she is
I will be brave
I will not let anything take away
What's standing in front of me
Every breath
Every hour has come to this
One step closer
I have died every day waiting for you
Darling don't be afraid
I have loved you for a thousand years
I'll love you for a thousand more
And all along I believed I would find you
Time has brought your heart to me
I have loved you for a thousand years
I'll love you for a thousand more
One step closer
One step closer
I have died every day waiting for you
Darling don't be afraid I have loved you
For a thousand years
I'll love you for a thousand more
And all along I believed I would find you
Time has brought your heart to me
I have loved you for a thousand years
I'll love you for a thousand more
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