Queria saber escrever
postar palavras certas
encher a alma com os sons exatos
nem mais fortes nem mais fracos
nem mais altos nem mais baixos
nem mais longos nem mais curtos
a palavra, no timbre ideal...
O dia que eu conseguir fazer isto, estarei morto!
PASSO A PASSO, DE SOL A SOL Segue teu caminho, confie em Deus e não julgue os outros, pois pode ser que, mesmo estando errados, Deus lhes dê nova oportunidade de se arrependerem e voltarem do mau caminho. E você deverá se alegrar com isso!
Os sensíveis sofrem mais, mas amam mais e sonham mais.
quarta-feira, 30 de abril de 2014
terça-feira, 29 de abril de 2014
A jovem senhora
Uma jovem tem que se arrumar
Tem que se embelezar
Tem que mudar
Tem que inovar
Seja pra ele hoje,
Para aquele outro amanhã
Para o desconhecido
Para o que vier
Uma jovem pode criar
com o poder infinito
Que recebe dos céus
Sorrir com facilidade
Chorar de alegria
Uma jovem, quando jovem
sempre recomeça
a cada manhã, sol a sol,
E ao anoitecer
a jovem sonha inimagináveis sonhos
Brilham os olhos da jovem
Como brilham as estrelas
Porque é jovem o mundo está a seus pés...
E os céus em suas mãos...
Mas pra quem já foi jovem um dia,
Se arrumar pra que?
Se embelezar pra quem?
Mudar, por quê?
Inovar? De novo?
Não há mais ele hoje,
Não haverá aquele amanhã
Não há mais tempo para o desconhecido
Eis o poder, agora finito
Cerram-se os céus
Sorrir já não é fácil
Chorar, sim, chorar...
A difícil arte de recomeçar
como jovem, sem ser jovem
um dia após outro, passo-a-passo,
E quando anoitece
o cansaço emudece o sonho...
wk - outono.2014
sábado, 26 de abril de 2014
improviso
improviso
tudo bem, pode se aninhar e dormir
eu conto uma historia
eu juro que ela é real
porque no nosso mundo
tudo é verdadeiro
o que falam que nao existe
é porque nao enxergam
e o amor é coisa
dificil de se ver
que dirá sentir
mas quem se aninha assim
e relaxa com a simples companhia
sabe que tudo é real
até o silencio
que aflora tua respiracao
eu posso te ouvir
teu sono me dizendo:
Continua, continua
Entao eu sigo falando
de nosso mundo
nosso canto
nosso ninho
nosso sono...
quarta-feira, 23 de abril de 2014
Sensaçoes
Fui preencher uma planilha e assinar um documento hoje.
Sentei-me em frente à atendente, bela jovem,
que olhava para o seu computador
enquanto eu olhava para aqueles papeis...
Subitamente, meu olhos começaram a arder,
busquei em meu bolso lenços de papel,
Mas foi tão ligeiro quanto e enchente de um rio...
E meus olhos já estavam marejados...
O papel ficou ilegível
como uma imagem por trás de um vidro molhado pela chuva
Meu nariz carregou e constipou como numa gripe forte
Sem entender o que acontecia comigo,
olhei sem graça para a moça e disse:
"Só um instante, meus olhos ardem"
Mas ardia mesmo eram as lembranças
Não conseguia preencher o papel
e a atendente, já fitando supresa meus olhos encharcados,
meio que sem jeito, apontou com o dedo
o campo a ser preenchido...
Completamente envergonhado
tentando controlar a respiração
Me rendi a uma sensação
que não havia experimentado:
Estava emocionado!
Por isso chorava sem soluçar
em silêncio lágrimas caíam
Do outro lado, a atendente,
com os olhos vermelhos,
leve sorriso com os lábios retos
paralisada, me olhava aguardando
uma ação que só eu podia executar...
Eu tentava salvar o papel na mesa
Controlar a respiração
e um leve tremor em minhas mãos.
Finalmente consegui preencher o nome dela
no campo "exclusão".
Sentei-me em frente à atendente, bela jovem,
que olhava para o seu computador
enquanto eu olhava para aqueles papeis...
Subitamente, meu olhos começaram a arder,
busquei em meu bolso lenços de papel,
Mas foi tão ligeiro quanto e enchente de um rio...
E meus olhos já estavam marejados...
O papel ficou ilegível
como uma imagem por trás de um vidro molhado pela chuva
Meu nariz carregou e constipou como numa gripe forte
Sem entender o que acontecia comigo,
olhei sem graça para a moça e disse:
"Só um instante, meus olhos ardem"
Mas ardia mesmo eram as lembranças
Não conseguia preencher o papel
e a atendente, já fitando supresa meus olhos encharcados,
meio que sem jeito, apontou com o dedo
o campo a ser preenchido...
Completamente envergonhado
tentando controlar a respiração
Me rendi a uma sensação
que não havia experimentado:
Estava emocionado!
Por isso chorava sem soluçar
em silêncio lágrimas caíam
Do outro lado, a atendente,
com os olhos vermelhos,
leve sorriso com os lábios retos
paralisada, me olhava aguardando
uma ação que só eu podia executar...
Eu tentava salvar o papel na mesa
Controlar a respiração
e um leve tremor em minhas mãos.
Finalmente consegui preencher o nome dela
no campo "exclusão".
quinta-feira, 16 de janeiro de 2014
As estrelas
Olho para as estrelas, estáticas...
Mas quando aponto com o dedo
como um giz num quadro negro
elas se mexem e parecem contornar minha mão
Pulsam no ritmo de uma canção
Posso escutá-la
mas não sei se é pra mim...
As estrelas...
Pareço tocá-las e elas parecem arredondar-se
Algumas nuvens atravessam na frente
Mas nosso olhar é fixo,
num foco cravado pelo coração...
wk
domingo, 12 de janeiro de 2014
Seguindo viagem...
Um senhor de aparência bastante idosa, entrou no trem,
e se dirigiu a um assento,
que a lei "gentilmente" obriga aos cidadãos comuns
deixarem livre para esta faixa etária,
conhecida como "melhor idade",
até porque, muitos "comuns"
que se dizem honestos e gentis,
não desocupam o assento
tenha ou não sinalização de reservado..
Como não tomam a boa iniciativa foi preciso uma lei... e olhe lá!
Ao assentar-se, o fez ao lado de outro idoso
e os dois trocaram cumprimentos
e olhares que diziam: "pois é! estamos aqui
sentados num lugar especifico,
como se não pudéssemos sentar em outro lugar."
Como se aquele fosse um espaço reservado para os velhos,
os inúteis que não conseguem mais se manter por si próprios
então a sociedade os reserva um lugar,
onde podem ficar, sem incomodar os outros,
Um asilo dentro do trem.
Logo os dois começaram uma conversa,
e disputavam entre si quem é mais antigo:
"Sou de 32, de setembro de 32"
"Ah, entao eu ganhei de vc por 4 meses."
"E seu diabetes?"
"Altos e baixos... to indo fazer um exame de sangue agora."
"Isso não é nada, quer pior do que carregar essa bolsa aqui do lado?"
"Pior sou eu, que tive que ficar internado por conta de uma simples artrite."
"Bom eu vou descer aqui. Até mais"
Quando vi que ele não chegaria até a porta a tempo,
Dei um grito para as pessoas se mexerem e abrirem espaço,
segurando as portas e passando uma rápida comunicação no rádio
para o trem aguardar alguns segundos a mais.
Seguimos viagem...
e se dirigiu a um assento,
que a lei "gentilmente" obriga aos cidadãos comuns
deixarem livre para esta faixa etária,
conhecida como "melhor idade",
até porque, muitos "comuns"
que se dizem honestos e gentis,
não desocupam o assento
tenha ou não sinalização de reservado..
Como não tomam a boa iniciativa foi preciso uma lei... e olhe lá!
Ao assentar-se, o fez ao lado de outro idoso
e os dois trocaram cumprimentos
e olhares que diziam: "pois é! estamos aqui
sentados num lugar especifico,
como se não pudéssemos sentar em outro lugar."
Como se aquele fosse um espaço reservado para os velhos,
os inúteis que não conseguem mais se manter por si próprios
então a sociedade os reserva um lugar,
onde podem ficar, sem incomodar os outros,
Um asilo dentro do trem.
Logo os dois começaram uma conversa,
e disputavam entre si quem é mais antigo:
"Sou de 32, de setembro de 32"
"Ah, entao eu ganhei de vc por 4 meses."
"E seu diabetes?"
"Altos e baixos... to indo fazer um exame de sangue agora."
"Isso não é nada, quer pior do que carregar essa bolsa aqui do lado?"
"Pior sou eu, que tive que ficar internado por conta de uma simples artrite."
"Bom eu vou descer aqui. Até mais"
Quando vi que ele não chegaria até a porta a tempo,
Dei um grito para as pessoas se mexerem e abrirem espaço,
segurando as portas e passando uma rápida comunicação no rádio
para o trem aguardar alguns segundos a mais.
Seguimos viagem...
sexta-feira, 27 de dezembro de 2013
1,2,3
Tudo está aqui dentro,
a imagem, as palavras, a música
Externá-las é a arte de conviver
em harmonia consigo e com o próximo...
wk
a imagem, as palavras, a música
Externá-las é a arte de conviver
em harmonia consigo e com o próximo...
wk
segunda-feira, 19 de agosto de 2013
Dial da vida
Um certo dia acordei e o rádio já não era mais o mesmo...
Outro programa, outra voz, e as ondas não mais traziam
O que sempre me trouxeram
Cada dia que eu me lembro em vida...
Olhei para meus braços, me belisquei
Talvez não tivesse acordado
Ou talvez sonhado que acordei com sons de uma outra rádio...
Mas era real, e tudo o mais
Me esperava como ontem, antes de ontem,
E tantos dias, meses e anos me esperaram...
Mas se o rádio mudou naquela manhã
Inesperadamente,
Eu também podia dizer ao dia
Eu vou mudar hoje.
Começando pelas mais simples
Até onde não sei...
Não saí correndo como sempre faço
Mas preparei para mim uma mesa de café
Que nem eu sabia que tinha em casa
Deixei o elevador e desci as escadas do prédio
Surpreendi o porteiro com um bom dia!
Atravessei a rua e fui pela outra calçada
Quantas imperfeições haviam ali...
Mas quantas árvores também haviam sido plantadas...
Não tomei o ônibus, mas fui a pé até a estação do metrô
Embarquei não no primeiro, mas no último carro do trem...
Quanta gente diferente...
Aquele senhor sentado se apoiando na bengala,
Aquela criança de uniforme escolar se segurando nas pernas da mãe
Aquele engravatado teclando um celular freneticamente,
Aquela moça curtindo uma música no fone de ouvido,
Eu nunca tinha visto isso no primeiro carro do trem!!!
Desci, atravessei a avenida e,
De súbito, recebi um bom dia!!!
Não vi quem era, e o vento
Refrigerava a alma enquanto caminhava...
Quando voltei pra casa, liguei o rádio...
E pela primeira vez, em anos, mudei a estação,
Como no tempo tem a estação das flores, das folhas, do sol e do frio...
Quando me dei por mim, tinha mudado pra melhor.
É... foi um bom dia.
Outro programa, outra voz, e as ondas não mais traziam
O que sempre me trouxeram
Cada dia que eu me lembro em vida...
Olhei para meus braços, me belisquei
Talvez não tivesse acordado
Ou talvez sonhado que acordei com sons de uma outra rádio...
Mas era real, e tudo o mais
Me esperava como ontem, antes de ontem,
E tantos dias, meses e anos me esperaram...
Mas se o rádio mudou naquela manhã
Inesperadamente,
Eu também podia dizer ao dia
Eu vou mudar hoje.
Começando pelas mais simples
Até onde não sei...
Não saí correndo como sempre faço
Mas preparei para mim uma mesa de café
Que nem eu sabia que tinha em casa
Deixei o elevador e desci as escadas do prédio
Surpreendi o porteiro com um bom dia!
Atravessei a rua e fui pela outra calçada
Quantas imperfeições haviam ali...
Mas quantas árvores também haviam sido plantadas...
Não tomei o ônibus, mas fui a pé até a estação do metrô
Embarquei não no primeiro, mas no último carro do trem...
Quanta gente diferente...
Aquele senhor sentado se apoiando na bengala,
Aquela criança de uniforme escolar se segurando nas pernas da mãe
Aquele engravatado teclando um celular freneticamente,
Aquela moça curtindo uma música no fone de ouvido,
Eu nunca tinha visto isso no primeiro carro do trem!!!
Desci, atravessei a avenida e,
De súbito, recebi um bom dia!!!
Não vi quem era, e o vento
Refrigerava a alma enquanto caminhava...
Quando voltei pra casa, liguei o rádio...
E pela primeira vez, em anos, mudei a estação,
Como no tempo tem a estação das flores, das folhas, do sol e do frio...
Quando me dei por mim, tinha mudado pra melhor.
É... foi um bom dia.
quarta-feira, 31 de julho de 2013
Como voce decora sua vida
Enfastiado, casa bagunçada, sem forças ou ânimo,
para até mesmo guardar alguns pertences
e deixar meu cômodo um pouco aceitável,
ou lavar a louça de dois dias na pia,
uma cadeira precisando de conserto
e uma porta do armário que não fechava mais,
saí a andar e observar.
Observava mas não enxergava
Enxergava mas não via..
Um amigo de longa data ligou,
E pediu para ajudá-lo na organização de alguns livros,
Contrariado, fui até sua casa, distando cerca de uma hora de caminhada.
Já escurecera, quando chegara,
Era uma bela e grande casa
Fachada extensa, rua tranquila
calçada de bom recuo
portão e cerca com não mais de um metro e meio de altura,
belo jardim na frente e um longo caminho de pedras
ligava o portão até a porta principal de entrada
Estava tudo completamente apagado, exceto uma luz, a meio fio,
no canto da parede externa.
Fiquei pensativo, não havia ninguém na casa?
Então por que recebi o telefonema pedindo que viesse até aqui?
Após alguns minutos parado em frente ao portão
Um estalo na tranca fez com que a trava eletrônica
abrisse alguns centímetros e eu entrei pelo portão.
Caminhei até chegar à porta de entrada da casa
E, à medida que eu entrava,
sensores ativavam sons como que da natureza
indicando que alguém passava por ali
como um alarme sonoro.
Algumas luzes se acenderam na porta de entrada
De repente, dei um suspiro e relaxei,
lembrei que meu amigo é cego
E tudo passou a fazer sentido.
Entrando na casa luzes se acenderam automaticamente
e me deparei com a presença dele ao lado
com as mãos estendidas para me dar um abraço de boas vindas.
Sua sala era impecavelmente limpa e linda.
Repleta de adornos cuidadosamente colocados
e combinando com os móveis
tapetes e uma lareira no canto à direita.
Lustres, sanca, quadros, cortina, aparadores com vasos discretos,
flores aromatizando o ambiente,
tudo combinava, alegrava e animava.
Perguntei, qual é a sensação de ter tudo tão belo e não poder ver?
Meu amigo, respondeu ele, tudo à minha volta reflete a minha vida
Não sei se o que está vendo de fato, é belo,
Mas é exatamente como é a minha vida.
para até mesmo guardar alguns pertences
e deixar meu cômodo um pouco aceitável,
ou lavar a louça de dois dias na pia,
uma cadeira precisando de conserto
e uma porta do armário que não fechava mais,
saí a andar e observar.
Observava mas não enxergava
Enxergava mas não via..
Um amigo de longa data ligou,
E pediu para ajudá-lo na organização de alguns livros,
Contrariado, fui até sua casa, distando cerca de uma hora de caminhada.
Já escurecera, quando chegara,
Era uma bela e grande casa
Fachada extensa, rua tranquila
calçada de bom recuo
portão e cerca com não mais de um metro e meio de altura,
belo jardim na frente e um longo caminho de pedras
ligava o portão até a porta principal de entrada
Estava tudo completamente apagado, exceto uma luz, a meio fio,
no canto da parede externa.
Fiquei pensativo, não havia ninguém na casa?
Então por que recebi o telefonema pedindo que viesse até aqui?
Após alguns minutos parado em frente ao portão
Um estalo na tranca fez com que a trava eletrônica
abrisse alguns centímetros e eu entrei pelo portão.
Caminhei até chegar à porta de entrada da casa
E, à medida que eu entrava,
sensores ativavam sons como que da natureza
indicando que alguém passava por ali
como um alarme sonoro.
Algumas luzes se acenderam na porta de entrada
De repente, dei um suspiro e relaxei,
lembrei que meu amigo é cego
E tudo passou a fazer sentido.
Entrando na casa luzes se acenderam automaticamente
e me deparei com a presença dele ao lado
com as mãos estendidas para me dar um abraço de boas vindas.
Sua sala era impecavelmente limpa e linda.
Repleta de adornos cuidadosamente colocados
e combinando com os móveis
tapetes e uma lareira no canto à direita.
Lustres, sanca, quadros, cortina, aparadores com vasos discretos,
flores aromatizando o ambiente,
tudo combinava, alegrava e animava.
Perguntei, qual é a sensação de ter tudo tão belo e não poder ver?
Meu amigo, respondeu ele, tudo à minha volta reflete a minha vida
Não sei se o que está vendo de fato, é belo,
Mas é exatamente como é a minha vida.
quarta-feira, 17 de julho de 2013
Uma biblioteca em cada favela
Enquanto lia e folheava dois livros sobre fotografia
numa biblioteca municipal, neste mes de férias,
o silêncio foi quebrado...
Quatro crianças entraram correndo,
descalças, sujas, nada mais que um calção e uma camisa
rasgados, se desprendiam do corpo com o trote infantil salão adentro.
Com um papel e alguns lápis sortidos nas mãos
correram em direção à uma mesa no fundo
gritando eufóricas, cercadas por prateleiras de livros
no canto infantil da biblioteca.
Pude ver na porta de entrada as pipas largadas
ao chão deixadas por quem se interessara
por novos ares, ventos que traziam
conhecimento, saber, diversão
um mundo novo a cada página, a cada desenho...
Aquele som das crianças combinavam tanto
com o silêncio dos livros,
que quando elas foram embora
fiquei com vontade de pegar alguns livros
e correr atrás deles...
E vi pelo vidro da janela
um céu azul e quatro pipas coloridas
voando e dançando novamente...
E o silêncio voltou a reinar na biblioteca
(no centro cultural de jabaquara, biblioteca Paulo Duarte)
numa biblioteca municipal, neste mes de férias,
o silêncio foi quebrado...
Quatro crianças entraram correndo,
descalças, sujas, nada mais que um calção e uma camisa
rasgados, se desprendiam do corpo com o trote infantil salão adentro.
Com um papel e alguns lápis sortidos nas mãos
correram em direção à uma mesa no fundo
gritando eufóricas, cercadas por prateleiras de livros
no canto infantil da biblioteca.
Pude ver na porta de entrada as pipas largadas
ao chão deixadas por quem se interessara
por novos ares, ventos que traziam
conhecimento, saber, diversão
um mundo novo a cada página, a cada desenho...
Aquele som das crianças combinavam tanto
com o silêncio dos livros,
que quando elas foram embora
fiquei com vontade de pegar alguns livros
e correr atrás deles...
E vi pelo vidro da janela
um céu azul e quatro pipas coloridas
voando e dançando novamente...
E o silêncio voltou a reinar na biblioteca
(no centro cultural de jabaquara, biblioteca Paulo Duarte)
segunda-feira, 8 de julho de 2013
Recomeçar
Quando é hora
De fazer uma nova canção?
Quando é hora
De tirar os pés do chão?
Quando é hora
De olhar com sorriso infantil?
De correr feito criança,
De fazer uma nova canção?
Quando é hora
De tirar os pés do chão?
Quando é hora
De olhar com sorriso infantil?
De correr feito criança,
Acelerar o peito a mil?
Não deixar a hora, o minuto
O segundo (sisudo) te encarar
Mergulhar na vida e ver
As ondas (que ela vai) propagar
Toda hora é agora
De não ver o tempo passar
Todo momento é o certo
Para o incerto recomeçar
A vida é agora, e o momento (já) está sendo
Deus não lher quer sofrendo (assim) Seja o menino, a pipa, o vento
Saia correndo (sem norte, sem fim) Chute o seu calcanhar
Pegue um jornal e dobre a esquina
Toda hora é certa
De seguir (em frente) e fazer sua sina...
Não deixar a hora, o minuto
O segundo (sisudo) te encarar
Mergulhar na vida e ver
As ondas (que ela vai) propagar
Toda hora é agora
De não ver o tempo passar
Todo momento é o certo
Para o incerto recomeçar
A vida é agora, e o momento (já) está sendo
Deus não lher quer sofrendo (assim) Seja o menino, a pipa, o vento
Saia correndo (sem norte, sem fim) Chute o seu calcanhar
Pegue um jornal e dobre a esquina
Toda hora é certa
De seguir (em frente) e fazer sua sina...
(Pra depois, no futuro
ter um dia, para onde voltar)
sexta-feira, 28 de junho de 2013
Espanhola
Por tantas vezes
Andei mentindo
Só por não poder
Te ver chorando
Te amo Espanhola
Te amo Espanhola
Se for chorar
Te amo
Sempre assim
Cai o dia e é assim
Cai a noite e é assim
Essa lua sobre mim
Essa fruta sobre o meu paladar
Nunca mais
Quero ver você me olhar
Sem me entender a mim
Eu preciso lhe falar
Eu preciso tenho que lhe contar
Te amo Espanhola
Te amo Espanhola
Se for chorar
Te amo....
Recomeçar
Ai... recomeçar...
Estou amarrado mas não encontro o nó da corda...
Por que ando em circulos?
Cravo meu remo na água mas ele não emerge.
Tenho um problema:
Eu não vivia sem voce,
Mas agora estou sem voce
E não sei amar, andar, viver...
Saio do trabalho...
por que a pressa?
Vou ao mercado, encho o carrinho
com as coisas que voce gosta...
Semana depois,
tenho que jogar tudo fora.
Recomeçar...
Acabou?
wk
quinta-feira, 27 de junho de 2013
sábado, 22 de junho de 2013
sábado, 8 de junho de 2013
Saudades, como lidar com isso?
Saudades, isso dói...
Saudade das lágrimas, dos sorrisos...
Saudade do silêncio, das palavras,
Duras, doces, palavras amargas, palavras amigas...
Saudade da presença e da distância necessária...
Saudade que não cabe no peito
E transborda nos olhos...
Saudades, como lidar com isso?
Saudades, como dói...
quinta-feira, 23 de maio de 2013
Flor que não murcha
4 estações se passaram desde que deixei algo que,
até hoje não sei se deveria ter deixado...
Logo, as árvores vão dar à luz uma nova geração de botões,
flores que crescem onde as antigas murcham
e servem para lembrar que a vida não para,
antes, é um ciclo que se reinicia todas as manhãs...
Mas tem uma flor que insiste em não murchar.
wk
sábado, 18 de maio de 2013
Espírito do vivo Deus
G D G C G (Em) (D) G-----D
Espírito do vi vo Deus, desce so bre mim.
G D G C G Em D G-------(G7)
Espírito do vi vo Deus, desce so bre mim.
C G A7 D D7
Muda-me, molda-me, usa-me, vive em mim.
G D G C G Em D G
Espírito do vi vo Deus, desce so bre mim.
Espírito do vivo Deus, desce sobre nós.
Espírito do vivo Deus, desce sobre nós.
Muda-nos, molda-nos, usa-nos, vive em nós.
Espírito do vivo Deus, desce sobre nós.
terça-feira, 14 de maio de 2013
timidez
Fiquei ofuscado, ali congelado,
com tantos pensamentos
que explodiam em minha mente
que acabei fazendo exatamente aquilo que não deveria fazer...
Olhei direto nos seus olhos
minha boca se abriu
embora os lábios demorassem a se desgrudar
Meus ouvidos podiam ouvir minha pulsação
E esqueci-me de que tinha que respirar...
Sabia que, a todo custo deveria desviar o olhar
pois só assim estaria a salvo
recuperando os sentidos
e meu corpo aos poucos reaprendia
como manter os sinais vitais...
Voce ia me fazer uma pergunta
e antes que balbuciasse
eu teria que ter uma resposta
Não importando o assunto,
certamente seria uma resposta
da qual eu me arrependeria depois
Voce franziu a testa
claramente sem entender nada
mas com um sorriso divertido
e o gelo começara a quebrar-se
O garçom salvou-me de um desastre
nos entregando o menu,
e eu ganhei uma sobrevida...
com tantos pensamentos
que explodiam em minha mente
que acabei fazendo exatamente aquilo que não deveria fazer...
Olhei direto nos seus olhos
minha boca se abriu
embora os lábios demorassem a se desgrudar
Meus ouvidos podiam ouvir minha pulsação
E esqueci-me de que tinha que respirar...
Sabia que, a todo custo deveria desviar o olhar
pois só assim estaria a salvo
recuperando os sentidos
e meu corpo aos poucos reaprendia
como manter os sinais vitais...
Voce ia me fazer uma pergunta
e antes que balbuciasse
eu teria que ter uma resposta
Não importando o assunto,
certamente seria uma resposta
da qual eu me arrependeria depois
Voce franziu a testa
claramente sem entender nada
mas com um sorriso divertido
e o gelo começara a quebrar-se
O garçom salvou-me de um desastre
nos entregando o menu,
e eu ganhei uma sobrevida...
terça-feira, 7 de maio de 2013
tudo tem limite
Caminhar com meu sobrinho pelas calçadas do bairro é mesmo uma diversão... ao menos pra mim.
Dialogando:
"- Tio, quantos cachorros passeando na calçada..."
"- Verdade, Thiago, eles precisam caminhar um pouco."
"- Eu queria ter um cachorro mas meu pai disse que não dá..."
"- E ele tem razão, Titi, voce teria que abrir mão de sua calopsita..."
"- Éeee...."
"- Teria que abrir mão da sua tartaruguinha..."
"- Éeee..."
"- Teria que ajudar mais a mamãe..."
"- Éeee..."
"- Teria que reservar tempo pra sair com ele pra passear..."
"- Éeee..."
"- Teria que jogar menos vídeo game..."
"- AHHHHHHHHH!!!!!!"
Dialogando:
"- Tio, quantos cachorros passeando na calçada..."
"- Verdade, Thiago, eles precisam caminhar um pouco."
"- Eu queria ter um cachorro mas meu pai disse que não dá..."
"- E ele tem razão, Titi, voce teria que abrir mão de sua calopsita..."
"- Éeee...."
"- Teria que abrir mão da sua tartaruguinha..."
"- Éeee..."
"- Teria que ajudar mais a mamãe..."
"- Éeee..."
"- Teria que reservar tempo pra sair com ele pra passear..."
"- Éeee..."
"- Teria que jogar menos vídeo game..."
"- AHHHHHHHHH!!!!!!"
Assinar:
Postagens (Atom)



























