Enfastiado, casa bagunçada, sem forças ou ânimo,
para até mesmo guardar alguns pertences
e deixar meu cômodo um pouco aceitável,
ou lavar a louça de dois dias na pia,
uma cadeira precisando de conserto
e uma porta do armário que não fechava mais,
saí a andar e observar.
Observava mas não enxergava
Enxergava mas não via..
Um amigo de longa data ligou,
E pediu para ajudá-lo na organização de alguns livros,
Contrariado, fui até sua casa, distando cerca de uma hora de caminhada.
Já escurecera, quando chegara,
Era uma bela e grande casa
Fachada extensa, rua tranquila
calçada de bom recuo
portão e cerca com não mais de um metro e meio de altura,
belo jardim na frente e um longo caminho de pedras
ligava o portão até a porta principal de entrada
Estava tudo completamente apagado, exceto uma luz, a meio fio,
no canto da parede externa.
Fiquei pensativo, não havia ninguém na casa?
Então por que recebi o telefonema pedindo que viesse até aqui?
Após alguns minutos parado em frente ao portão
Um estalo na tranca fez com que a trava eletrônica
abrisse alguns centímetros e eu entrei pelo portão.
Caminhei até chegar à porta de entrada da casa
E, à medida que eu entrava,
sensores ativavam sons como que da natureza
indicando que alguém passava por ali
como um alarme sonoro.
Algumas luzes se acenderam na porta de entrada
De repente, dei um suspiro e relaxei,
lembrei que meu amigo é cego
E tudo passou a fazer sentido.
Entrando na casa luzes se acenderam automaticamente
e me deparei com a presença dele ao lado
com as mãos estendidas para me dar um abraço de boas vindas.
Sua sala era impecavelmente limpa e linda.
Repleta de adornos cuidadosamente colocados
e combinando com os móveis
tapetes e uma lareira no canto à direita.
Lustres, sanca, quadros, cortina, aparadores com vasos discretos,
flores aromatizando o ambiente,
tudo combinava, alegrava e animava.
Perguntei, qual é a sensação de ter tudo tão belo e não poder ver?
Meu amigo, respondeu ele, tudo à minha volta reflete a minha vida
Não sei se o que está vendo de fato, é belo,
Mas é exatamente como é a minha vida.
PASSO A PASSO, DE SOL A SOL Segue teu caminho, confie em Deus e não julgue os outros, pois pode ser que, mesmo estando errados, Deus lhes dê nova oportunidade de se arrependerem e voltarem do mau caminho. E você deverá se alegrar com isso!
Os sensíveis sofrem mais, mas amam mais e sonham mais.
quarta-feira, 31 de julho de 2013
quarta-feira, 17 de julho de 2013
Uma biblioteca em cada favela
Enquanto lia e folheava dois livros sobre fotografia
numa biblioteca municipal, neste mes de férias,
o silêncio foi quebrado...
Quatro crianças entraram correndo,
descalças, sujas, nada mais que um calção e uma camisa
rasgados, se desprendiam do corpo com o trote infantil salão adentro.
Com um papel e alguns lápis sortidos nas mãos
correram em direção à uma mesa no fundo
gritando eufóricas, cercadas por prateleiras de livros
no canto infantil da biblioteca.
Pude ver na porta de entrada as pipas largadas
ao chão deixadas por quem se interessara
por novos ares, ventos que traziam
conhecimento, saber, diversão
um mundo novo a cada página, a cada desenho...
Aquele som das crianças combinavam tanto
com o silêncio dos livros,
que quando elas foram embora
fiquei com vontade de pegar alguns livros
e correr atrás deles...
E vi pelo vidro da janela
um céu azul e quatro pipas coloridas
voando e dançando novamente...
E o silêncio voltou a reinar na biblioteca
(no centro cultural de jabaquara, biblioteca Paulo Duarte)
numa biblioteca municipal, neste mes de férias,
o silêncio foi quebrado...
Quatro crianças entraram correndo,
descalças, sujas, nada mais que um calção e uma camisa
rasgados, se desprendiam do corpo com o trote infantil salão adentro.
Com um papel e alguns lápis sortidos nas mãos
correram em direção à uma mesa no fundo
gritando eufóricas, cercadas por prateleiras de livros
no canto infantil da biblioteca.
Pude ver na porta de entrada as pipas largadas
ao chão deixadas por quem se interessara
por novos ares, ventos que traziam
conhecimento, saber, diversão
um mundo novo a cada página, a cada desenho...
Aquele som das crianças combinavam tanto
com o silêncio dos livros,
que quando elas foram embora
fiquei com vontade de pegar alguns livros
e correr atrás deles...
E vi pelo vidro da janela
um céu azul e quatro pipas coloridas
voando e dançando novamente...
E o silêncio voltou a reinar na biblioteca
(no centro cultural de jabaquara, biblioteca Paulo Duarte)
segunda-feira, 8 de julho de 2013
Recomeçar
Quando é hora
De fazer uma nova canção?
Quando é hora
De tirar os pés do chão?
Quando é hora
De olhar com sorriso infantil?
De correr feito criança,
De fazer uma nova canção?
Quando é hora
De tirar os pés do chão?
Quando é hora
De olhar com sorriso infantil?
De correr feito criança,
Acelerar o peito a mil?
Não deixar a hora, o minuto
O segundo (sisudo) te encarar
Mergulhar na vida e ver
As ondas (que ela vai) propagar
Toda hora é agora
De não ver o tempo passar
Todo momento é o certo
Para o incerto recomeçar
A vida é agora, e o momento (já) está sendo
Deus não lher quer sofrendo (assim) Seja o menino, a pipa, o vento
Saia correndo (sem norte, sem fim) Chute o seu calcanhar
Pegue um jornal e dobre a esquina
Toda hora é certa
De seguir (em frente) e fazer sua sina...
Não deixar a hora, o minuto
O segundo (sisudo) te encarar
Mergulhar na vida e ver
As ondas (que ela vai) propagar
Toda hora é agora
De não ver o tempo passar
Todo momento é o certo
Para o incerto recomeçar
A vida é agora, e o momento (já) está sendo
Deus não lher quer sofrendo (assim) Seja o menino, a pipa, o vento
Saia correndo (sem norte, sem fim) Chute o seu calcanhar
Pegue um jornal e dobre a esquina
Toda hora é certa
De seguir (em frente) e fazer sua sina...
(Pra depois, no futuro
ter um dia, para onde voltar)
sexta-feira, 28 de junho de 2013
Espanhola
Por tantas vezes
Andei mentindo
Só por não poder
Te ver chorando
Te amo Espanhola
Te amo Espanhola
Se for chorar
Te amo
Sempre assim
Cai o dia e é assim
Cai a noite e é assim
Essa lua sobre mim
Essa fruta sobre o meu paladar
Nunca mais
Quero ver você me olhar
Sem me entender a mim
Eu preciso lhe falar
Eu preciso tenho que lhe contar
Te amo Espanhola
Te amo Espanhola
Se for chorar
Te amo....
Recomeçar
Ai... recomeçar...
Estou amarrado mas não encontro o nó da corda...
Por que ando em circulos?
Cravo meu remo na água mas ele não emerge.
Tenho um problema:
Eu não vivia sem voce,
Mas agora estou sem voce
E não sei amar, andar, viver...
Saio do trabalho...
por que a pressa?
Vou ao mercado, encho o carrinho
com as coisas que voce gosta...
Semana depois,
tenho que jogar tudo fora.
Recomeçar...
Acabou?
wk
quinta-feira, 27 de junho de 2013
sábado, 22 de junho de 2013
sábado, 8 de junho de 2013
Saudades, como lidar com isso?
Saudades, isso dói...
Saudade das lágrimas, dos sorrisos...
Saudade do silêncio, das palavras,
Duras, doces, palavras amargas, palavras amigas...
Saudade da presença e da distância necessária...
Saudade que não cabe no peito
E transborda nos olhos...
Saudades, como lidar com isso?
Saudades, como dói...
quinta-feira, 23 de maio de 2013
Flor que não murcha
4 estações se passaram desde que deixei algo que,
até hoje não sei se deveria ter deixado...
Logo, as árvores vão dar à luz uma nova geração de botões,
flores que crescem onde as antigas murcham
e servem para lembrar que a vida não para,
antes, é um ciclo que se reinicia todas as manhãs...
Mas tem uma flor que insiste em não murchar.
wk
sábado, 18 de maio de 2013
Espírito do vivo Deus
G D G C G (Em) (D) G-----D
Espírito do vi vo Deus, desce so bre mim.
G D G C G Em D G-------(G7)
Espírito do vi vo Deus, desce so bre mim.
C G A7 D D7
Muda-me, molda-me, usa-me, vive em mim.
G D G C G Em D G
Espírito do vi vo Deus, desce so bre mim.
Espírito do vivo Deus, desce sobre nós.
Espírito do vivo Deus, desce sobre nós.
Muda-nos, molda-nos, usa-nos, vive em nós.
Espírito do vivo Deus, desce sobre nós.
terça-feira, 14 de maio de 2013
timidez
Fiquei ofuscado, ali congelado,
com tantos pensamentos
que explodiam em minha mente
que acabei fazendo exatamente aquilo que não deveria fazer...
Olhei direto nos seus olhos
minha boca se abriu
embora os lábios demorassem a se desgrudar
Meus ouvidos podiam ouvir minha pulsação
E esqueci-me de que tinha que respirar...
Sabia que, a todo custo deveria desviar o olhar
pois só assim estaria a salvo
recuperando os sentidos
e meu corpo aos poucos reaprendia
como manter os sinais vitais...
Voce ia me fazer uma pergunta
e antes que balbuciasse
eu teria que ter uma resposta
Não importando o assunto,
certamente seria uma resposta
da qual eu me arrependeria depois
Voce franziu a testa
claramente sem entender nada
mas com um sorriso divertido
e o gelo começara a quebrar-se
O garçom salvou-me de um desastre
nos entregando o menu,
e eu ganhei uma sobrevida...
com tantos pensamentos
que explodiam em minha mente
que acabei fazendo exatamente aquilo que não deveria fazer...
Olhei direto nos seus olhos
minha boca se abriu
embora os lábios demorassem a se desgrudar
Meus ouvidos podiam ouvir minha pulsação
E esqueci-me de que tinha que respirar...
Sabia que, a todo custo deveria desviar o olhar
pois só assim estaria a salvo
recuperando os sentidos
e meu corpo aos poucos reaprendia
como manter os sinais vitais...
Voce ia me fazer uma pergunta
e antes que balbuciasse
eu teria que ter uma resposta
Não importando o assunto,
certamente seria uma resposta
da qual eu me arrependeria depois
Voce franziu a testa
claramente sem entender nada
mas com um sorriso divertido
e o gelo começara a quebrar-se
O garçom salvou-me de um desastre
nos entregando o menu,
e eu ganhei uma sobrevida...
terça-feira, 7 de maio de 2013
tudo tem limite
Caminhar com meu sobrinho pelas calçadas do bairro é mesmo uma diversão... ao menos pra mim.
Dialogando:
"- Tio, quantos cachorros passeando na calçada..."
"- Verdade, Thiago, eles precisam caminhar um pouco."
"- Eu queria ter um cachorro mas meu pai disse que não dá..."
"- E ele tem razão, Titi, voce teria que abrir mão de sua calopsita..."
"- Éeee...."
"- Teria que abrir mão da sua tartaruguinha..."
"- Éeee..."
"- Teria que ajudar mais a mamãe..."
"- Éeee..."
"- Teria que reservar tempo pra sair com ele pra passear..."
"- Éeee..."
"- Teria que jogar menos vídeo game..."
"- AHHHHHHHHH!!!!!!"
Dialogando:
"- Tio, quantos cachorros passeando na calçada..."
"- Verdade, Thiago, eles precisam caminhar um pouco."
"- Eu queria ter um cachorro mas meu pai disse que não dá..."
"- E ele tem razão, Titi, voce teria que abrir mão de sua calopsita..."
"- Éeee...."
"- Teria que abrir mão da sua tartaruguinha..."
"- Éeee..."
"- Teria que ajudar mais a mamãe..."
"- Éeee..."
"- Teria que reservar tempo pra sair com ele pra passear..."
"- Éeee..."
"- Teria que jogar menos vídeo game..."
"- AHHHHHHHHH!!!!!!"
domingo, 5 de maio de 2013
uma redação
Um relojoeiro me mostrou um relógio aberto e perguntou qual das peças eu seria, respondi apontando para uma ampulheta na prateleira."- Aquela areia"
Uma jovem estudante de meteorologia quis saber qual o estação do ano eu mais curto: "- Outono."
Um engenheiro construtor me mostrou um trator, um canteiro de obras, uma rodovia e uma ponte sobre um rio e perguntou o que mais me impressionava: "- Aquele barquinho."
Um músico me perguntou qual é o meu acorde preferido: "- A diminuta."
Uma professora havia me questionado sobre o que eu mais gostava na poesia: "- O som"
Um fotógrafo me perguntou qual minha fotografia predileta: "- Não tirei ainda."
Depois de terminar essa redação que era pra falar sobre a vida, a professora fez uma anotação em caneta vermelha:
"- Deves ser mais objetivo!"
Respondi abaixo com um lápis de ponta quebrada:
A vida nem sempre é uma engrenagem de relógio, passamos por épocas de transição, e navegamos sempre, buscando um equilíbrio, um acorde de repouso, um som que entorpece a alma e sempre acreditamos que o melhor está por vir.
wk
Uma jovem estudante de meteorologia quis saber qual o estação do ano eu mais curto: "- Outono."
Um engenheiro construtor me mostrou um trator, um canteiro de obras, uma rodovia e uma ponte sobre um rio e perguntou o que mais me impressionava: "- Aquele barquinho."
Um músico me perguntou qual é o meu acorde preferido: "- A diminuta."
Uma professora havia me questionado sobre o que eu mais gostava na poesia: "- O som"
Um fotógrafo me perguntou qual minha fotografia predileta: "- Não tirei ainda."
Depois de terminar essa redação que era pra falar sobre a vida, a professora fez uma anotação em caneta vermelha:
"- Deves ser mais objetivo!"
Respondi abaixo com um lápis de ponta quebrada:
A vida nem sempre é uma engrenagem de relógio, passamos por épocas de transição, e navegamos sempre, buscando um equilíbrio, um acorde de repouso, um som que entorpece a alma e sempre acreditamos que o melhor está por vir.
wk
quinta-feira, 2 de maio de 2013
Sino breve
Uma canção (voz, violão, sem rítmo)
Eu bem avisei
Toma cuidado
Com os espinhos
Toma cuidado
Com as belas cores
Pelo caminho
Toma cuidado
A água que te derem
Com a cor dos olhos dela
Ouça o sino breve
Badalo se repete
Hipnotiza a alma
Mas sempre será
O som de um sino breve
Eu bem avisei
Toma cuidado
Com os espinhos
Toma cuidado
Com as belas cores
Pelo caminho
Toma cuidado
A água que te derem
Com a cor dos olhos dela
Ouça o sino breve
Badalo se repete
Hipnotiza a alma
Mas sempre será
O som de um sino breve
quarta-feira, 1 de maio de 2013
Amor de outro lugar
Vejo a vida passar
Num verde olhar
Sinto o vento empurrando
Uma nova estação
Congelo no tempo, o corpo,
As chamas, os raios do sol,
É um instante, um momento
Em qualquer lugar
Pensando no amor
De outro lugar
Veja as mãos do cerrado
(Elas) apontam pro céu
Sinta o vento campeiro
Tirando o chapéu
Venço as fronteiras do amor
Com a força do vento, e vou...
Sentado no banco
Ou na grama
Em qualquer lugar
Pensando no amor
De outro lugar...
Eu vou...
Ooo... Eu vou.
wk.
Nada pode faltar
Vou me deitar, não apague a luz, tenho medo
Pois se eu precisar, meus olhos abrir,
Quero ver onde tudo está
São ilusões, anseios, tensões, mistérios
Da vida que se tem,
Como uma criança, olho incerto o amanhã
Seguro em tuas mãos, óh Pai,
Assim quero me deitar
Sonhando com o amanhã
Que Tu me deste por me amar
Nada pode me faltar
Seguro estou, a luz clareou meu quarto
Quando eu precisei, meus olhos abri
Tudo estava lá...
Tudo está bem, com Cristo hoje vivo na Luz
E não tenho medo, acordo bem cedo com gratidão
Deus de Deus, Luz de Luz,
meu seguro é Jesus
E o que hoje eu não posso ter,
Espero e creio que,
Terei um dia em Ti,
Vida eterna enfim...
Terei um dia em Ti,
Vida eterna pra mim.
wk.
segunda-feira, 29 de abril de 2013
visitante ou morador?
Convidei Deus pra viver em minha vida;
Ele me disse: "Tudo bem, vou sim, só tem uma coisa."
Pensei rapidamente sobre qual condição seria e Ele continuou:
"Eu só sei ser Deus e terei que ser Deus também em sua vida.."
Embora num primeiro momento tenha me parecido óbvio,
fui-me descobrindo aos poucos o meu lado "turrão"
e a minha resistência, insistindo
em tratar Deus apenas como visitante...
segunda-feira, 22 de abril de 2013
Hoje não acordei
Hoje não acordei.
Levantei, cambaleei até o banheiro, lavei o rosto e me dei conta, que sequer havia acendido a luz.
Molhei o cabelo para que assentasse bem e rápido, já pensando no que ia vestir, mas como não havia acordado, vesti a primeira roupa que encontrei ao abrir o armário.
Um comprimido de vitamina, um pedaço de bolo e uma maçã, já era a quinta maçã na semana e havia prometido para mim mesmo trocar por uma banana, mas como não acordei aquele dia, segui meu caminho, sonolento, com a fruta na mão.
No trabalho, lembro de ter cumprimentado alguns, outros apenas respondi acenando com a mão,
ouvi algumas notícias, algumas piadas mas não havia café que me acordasse.
No trabalho, lembro de ter cumprimentado alguns, outros apenas respondi acenando com a mão,
ouvi algumas notícias, algumas piadas mas não havia café que me acordasse.
Cumpri as tarefas com uma reclamação aqui, outra ali, entre um telefonema e outro e eventualmente respostas trocadas.
Voltei para casa pensando em passar na farmácia mas, quando me dei conta havia errado o caminho.Fiz o retorno e descobri que tinha esquecido a carteira no trabalho. Enfim, cheguei em casa, ansioso.
Alguma conversa sem nexo, chequei alguns itens do lar, tudo em ordem, fui deitar.
Então, acordei!
domingo, 21 de abril de 2013
Fuga
Me parece sempre que fujo de alguma coisa...
Do medo, da incerteza, da mudanca...
Fujo do destino, do futuro,
de um passado tentando nao lembrar...
Fujo do transito... fujo do aperto,
Estou em casa, mas, as vezes parece que nao estou...
Fujo da discussao, da palavra aspera, do confronto...
Quando estou so, fujo da realidade,
Quando estou com alguem, fujo do olhar...
Fujo ao ter que me enfrentar
Fujo de mim, tentando me encontrar,
e me agarro em desculpas
que tratam meu caso por perdido e encerrado
quando na verdade, como nuvens
Flutuam as perguntas no ar...
Entao fujo correndo delas
Como que quisesse fugir de nuvens no ceu
Corro, dobro esquinas, e la elas estao, sempre...
Em movimento, crescem, se fundem
E eu, em passos desencontrados,
caminho disfarcando minha fuga...
Do medo, da incerteza, da mudanca...
Fujo do destino, do futuro,
de um passado tentando nao lembrar...
Fujo do transito... fujo do aperto,
Estou em casa, mas, as vezes parece que nao estou...
Fujo da discussao, da palavra aspera, do confronto...
Quando estou so, fujo da realidade,
Quando estou com alguem, fujo do olhar...
Fujo ao ter que me enfrentar
Fujo de mim, tentando me encontrar,
e me agarro em desculpas
que tratam meu caso por perdido e encerrado
quando na verdade, como nuvens
Flutuam as perguntas no ar...
Entao fujo correndo delas
Como que quisesse fugir de nuvens no ceu
Corro, dobro esquinas, e la elas estao, sempre...
Em movimento, crescem, se fundem
E eu, em passos desencontrados,
caminho disfarcando minha fuga...
quarta-feira, 17 de abril de 2013
transição
E eis que o corriqueiro, o habitual me foi tirado por um instante.
Ainda corro para qualquer lado tentando recuperar mas em vão.
Vivo uma contínua transição, vago mas não à toa.
Esconde o sonho aquele que diz que não sonha,
Mente pra si o que diz que luta o suficiente.
Assinar:
Postagens (Atom)




























